A discussão sobre o fim da escala 6x1 voltou ao centro do debate nacional e tem revelado impactos ainda mais profundos na vida das mulheres trabalhadoras. Durante debate realizado no Senado Federal, especialistas, representantes sindicais e parlamentares destacaram que a jornada de seis dias de trabalho para apenas um de descanso afeta diretamente a saúde física, mental e a quaalidade de vida das trabalhadoras brasileiras.
Segundo os participantes do encontro, além da carga horária extensa no emprego formal, muitas mulheres ainda enfrentam uma segunda jornada dentro de casa, acumulando responsabilidades domésticas e cuidados com filhos e familiares. Essa sobrecarga reduz o tempo de descanso, lazer, estudo e convivência familiar.
O debate também apontou que setores com forte presença feminina, como comércio, serviços, limpeza, telemarketing e supermercados, são justamente os que mais utilizam a escala 6x1. A rotina intensa tem contribuído para o aumento do adoecimento físico e emocional, além de dificultar a busca por qualificação profissional e melhores oportunidades.
Representantes dos trabalhadores defenderam a redução da jornada e a construção de modelos mais humanizados de trabalho, argumentando que a produtividade não deve estar acima da dignidade e da saúde da classe trabalhadora.
A mobilização pelo fim da escala 6x1 tem crescido em todo o país, reunindo sindicatos, movimentos sociais e trabalhadores em defesa de condições mais justas e equilibradas de trabalho
